domingo, 27 de junho de 2010

Passing the time

Engraçado que lendo o q eu escrevi agora não mudaria em nada... mesmo depois do tempo q faz q não posto...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Saber dizer não

Sabe qnd vc gosta tanto de alguem que tenta esquecer para  não magoar ngm. Sem modestia, talvez eu seja uma das pessoas mais altruistas q existem. E quer saber de uma coisa? Eu odeio ser assim. Odeio pensar nos outros antes de mim e odeio fazer tudo pelos outros. Queria ter o coração mais duro, pensar mais em mim, ignorar mais os desejos das pessoas. Queria poder dizer o q eu penso sempre, e não engolir pra ver as pessoas alegres. Normalmente elas não merecem. Deixei de confiar na maioria das pessoas ao meu redor faz tempo, mas nunca me nego a ajudar e o pq disso eu não sei. Se fosse falar aqui, passaria meses citando exemplos. Isso consome minha alegria e eu queria saber dizer não.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Palavras são armas

Engraçado como as pessoas são inconsequentes. É difícil ver hj em dia quem faça algo altruista. E é mais raro ainda qnd vc deixa de fazer algo pq sabe q se fizessem com vc, não seria legal. Talvez a explicação esteja no fato de que as pessoas, as reações e os contextos são diferentes. Mas quer um conselho? Na dúvida, julgue pelo bom senso. Faça ou fale algo com alguma explicação que seja com a melhor das intenções, ou q tenha algum senso lógico. Falar é fácil, difícil é sentir na pele. As vezes uma pequena coisa q vc fala ou q faz causa um grande estrago em uma pessoa e é por isso que é importante medir nossas palavras e ações sempre. Eu me considero o ás da impulsão, em algumas horas, mas basta errar uma vez q penso 20 vezes antes de repetir. Não tou dizendo q a impulsividade é algo ruim, muito pelo contrário, ela faz vc fazer coisas q, se vc pensasse, não faria. Faz vc arriscar mais e acertar mais,  a troco de errar mais também. Por outro lado, os atos mais comedidos tendem a ser menos ousados e mais seguros, tipo nunca troque o certo pelo duvidoso e coisas assim. O importante é vc usar sempre seu bom senso, acima de tudo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Parábola da Mãe Impaciente

"A manhã corria tranqüila, aprazível, amenizada por uma brisa tão suave que mal chegava a bulir, de leve, com as florezinhas brancas ao pé da manhã.

O céu, de um azul avermelhado, era recortado pelo vôo rápido das andorinhas de barriga branca, retardatárias, que partiam para a viagem diária do até logo, vou voltar. Um sabiá-coleira, escondida na velha jabuticabeira, desfiava confiante a sua canção predileta:

"-Eu plantei, não nasceu...

Apodreceu...

Frio, frio..."

Mas, com todo aquele esplendor e encanto do dia, a jovem Mãe sentia-se impaciente.

Impaciente e nervosa.

Correndo entre as árvores do quintal, o seu filhinho brincava descuidado.

Em dado momento o garoto aproximou-se de um poço que havia junto ao banco da mangueira.

Não havia perigo algum.

A Mãe viu-o e irritou-se.

Irritou-se porque estava impaciente.

Caminhando pé ante pé, acercou-se do filho, ergueu a mão e deu-lhe uma forte, uma fortíssima palmada. Uma palmada que foi mesmo a valer.

Surpreendido com o castigo, que parecia injusto, o menino ficou bastante irritado.

E, voltando-se para a Mãe, disse com ar zangado:

- Você bateu em mim! Não gosto mais de você!

A jovem Mãe fitou-o, bastante surpresa:

- Que está dizendo, meu filho?

O garotinho repetiu em tom firme?

- Não gosto mais de você!

E, com a fisionomia amuada, afastou-se, encaminhando-se para o fundo do quintal. Voltava-se, porém, cada passo, para o lado em que se achava a sua Mãe, e insistia naquele estribilho em tom sério:

 - Não gosto mais de você!

- Não gosto mais de você!

E proferindo sempre, em voz ala, aquela queixa, chegou junto ao muro, meio esboroado, que um espesso lençol verde de erva cobria de alto a baixo.

Ora, no terreno vizinho havia uma grande pedreira e essa pedreira, com sua face lisa, provocava um eco de rara perfeição.

Quando o menino bradou pela última vez, “Não gosto mais de você” o eco repetiu:

- Não gosto mais de você!

Ao ouvir aquele brado rouco, estranho, que parecia reboar nas alturas, o garoto, que desconhecia a existência do eco, assombrou-se.

Correu para junto de sua Mãe e, com a voz trêmula, balbuciou:

- Mamãe! Mamãe! Lá no fundo do quintal para o lado da pedreira, “tem” um gigante que grita pra gente: “Não gosto mais de você!”.

Percebeu a Mãe a verdade do acaso e, tomando seu filho pela mão, proferiu em tom carinhoso:

-Venha cá meu filho! Venha comigo!

E levou-o até o lugar, junto ao muro do qual se podia ouvir, com mais segurança, o eco maravilhoso.

E, ali chegando, tomou o filho no colo e assim falou, com serena bondade:

-Grite agora, bem alto, meu filho! Grite bem alto para o gigante; -“Eu gosto de você!”

O menino, sem hesitar, levando as mãozinhas em concha, na altura da boca, fez vibrar a sua voz:

- Eu gosto de você!

O eco rebateu:

- Eu gosto de você!

-Outra vez, meu filho – recomendou a Mãe – grita outra vez!

O menino obedeceu:

- Eu gosto de você!

O eco, na sua fidelidade acústica, fez soar no meio das árvores até a estrada:

- Eu gosto de você!

E a jovem Mãe, com o filho nos braços, e alegria intensa no coração, assim falou:

- Essa voz que você ouviu, meu filho, é a voz da vida! E é sempre assim na vida! A toda palavra de simpatia e bondade responde a Vida com bondade e simpatia. A todo gesto de meiguice e delicadeza, recebemos, em troca, meiguice e delicadeza. Na vida, meu filho, temos que agir para o bem, para que possamos receber o bem da Vida.

Fez pequena pausa e logo acrescentou beijando seu filhinho:

- Meu filho, eu hoje estava impaciente! E por estar impaciente, bati em você! Mas eu gosto, querido, gosto muito de você!

O menino abraçou sua Mãe, abraçou-a com redobrado carinho e murmurou:

-Mamãe! Mamãe! Desculpe Mamãe! Eu também gosto muito de você!

E o eco que parecia nascer do coração da pedra, repetiu:

-Mamãe! Mamãe! Desculpe Mamãe! Eu também gosto muito de você!"


Do folcore árabe

Tudo passa

Eu acredito que esta seja a afirmação mais certa de toda a história humana. Essa expressão mágica permite que não nos empolgamos demais com as boas situações e que também não devemos nos desesperar nas situações de adversidade. Tudo, absolutamente tudo, passa. Amor, ódio, rancor, alegria, raiva, desejo, entre outras emoções simplesmente vão embora depois de algum tempo. O que nos resta é aproveitar o momento. Se é de tempo ruim, lutar com otimismo para conseguir tempos melhores. Se o tempo é bom, ter cautela para não exagerar e acabar fazendo coisas ruins. O legal é aproveitar cada segundo da sua vida para não se arrepender. Sim, o velho, mas nunca ultrapassado, clichê do carpe diem. Existe um conto árabe chamado Iazul (literalmente "tudo passa", em persa, como explica o conto) que um rei descobre um anel com uns escritos q um sábio descreve como "dizeres mágicos". É bem legal e quem quiser ler, o link tá no fim do post. Eu particulamente gosto muito de ler sobre a sabedoria árabe. Eles têm uma perseverança incrível, tão incrível quanto a capacidade  de nos dar boas lições sobre a vida. Um outro dia postarei alguns contos que eu acho bacana. Eles nos dão uma lição de como viver com otimismo.

domingo, 23 de novembro de 2008

Memórias

Nós dissemos que iríamos anotar, pois metade das vezes nós tendemos a esquecer. Todas as pequenas coisas que planejamos e plantamos tão profundamente em nossas cabeças. Aceite minha palavra de que aquele sentimento se foi. Todas as mãos prontas, nossas armas são sacadas, nós cantamos a noite para dormir desta vez, pela última vez. Assim como da última vez

Just the true

"Qual é a vantagem de parecer forte enquanto se cai aos pedaços por dentro?
Dizer e depois pedir pra esquecer...
Demonstrar a segurança que deseja
e não o que realmente sente.
Por meio de palavras, manipular - parecendo inocente...
... mas com todo um plano na cabeça.
Por orgulho, envolve outras pessoas e espalha a praga.
Por medo, se agarra aos fracos para garantir um álibi, uma fonte e um norte.
Sabe o que é respeito?
Sabe o que é viver?"


Ser sincero é para poucos. Qnd eu digo "ser sincero" eu quero dizer ser verdadeiro todas as horas. Não falo isso pelo fato de dizer a verdade, mas o fato de acreditarem que você está falando a verdade. É horrível a sensação da pessoa falar e a outra não acreditar em vc sem um motivo aparente, ou apenas pq decidiu ou teve alguma experiencia frustrante com outra pessoa tempos atrás. É como se vc movesse a sua boca sem voz. Um grito calado. Um grito sincero e calado.